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Quanto tempo estudar piano por dia: por que pouco e todo dia rende mais

Para quem está começando, uns 15 a 20 minutos por dia, todos os dias, rendem mais do que duas horas num dia só. Quem já toca há mais tempo pode chegar a uma hora bem feita. O número exato importa menos do que a regra que o Hélio Tanomaru repete em quase toda aula da Mentoria Concerto: a constância vence a intensidade. E isso não é frase de efeito. Vem de duas curvas que valem para qualquer coisa que a gente aprende.

A Área de Membros: os cursos organizados do primeiro passo ao avançado.
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A curva do retorno decrescente

O exemplo que o Hélio Tanomaru usa com os alunos é o da pamonha. A primeira deixa você feliz. A segunda também. Na terceira, já não tanto. Na quarta e na quinta, você começa a ficar triste e percebe que era melhor ter parado antes.

No estudo de piano é igual. Duas horas de academia não dão o dobro do resultado de uma hora, e a partir de certo ponto mais treino até piora. Quatro horas de piano não dão o dobro de duas. A curva vai achatando e, em alguns casos, cai: chega uma hora em que o cérebro não aguenta mais e, em vez de avançar, você começa a reforçar vício.

A curva do esquecimento

A segunda curva é a do esquecimento, estudada pelo psicólogo Hermann Ebbinghaus. Tudo o que a gente aprende ou vê, a gente esquece rápido: pouco depois já se perdeu uma parte, e em um dia boa parte foi embora. Só que, a cada vez que você revisa, a curva fica mais achatada. Você passa a esquecer mais devagar.

É por isso que quatro horas de aula num dia só não deixam nada automático, e cinco minutos por dia, durante semanas ou meses, fazem o som começar a sair sozinho.

Juntando as duas: constância vence intensidade

Com as duas curvas lado a lado, a velha frase das professoras de piano se confirma: melhor dez minutos todos os dias do que duas horas num dia só da semana. Estudar muito num dia perde para a primeira curva, porque a maior parte desse tempo rende pouco. Ficar dias sem estudar perde para a segunda, porque o que foi aprendido some.

O Hélio Tanomaru resume assim: a constância com baixo nível vence a intensidade. Piano não se aprende num dia nem numa semana. Leva tempo, como mudar a alimentação.

O sinal de parar

Como saber que passou do ponto? Pelos dois sinais que ele descreve: quando você repete sem perceber mais nada, no automático, ou quando dá vontade de bater no piano. Em qualquer um dos dois, acabou por hoje.

Para quem é perfeccionista ou obsessivo, o timer é uma libertação. Sem limite de tempo, a pessoa fica "achando pelo em ovo": vê defeito demais, por tempo demais. Com "vou fazer quinze minutos disso", sobra tempo para o resto e a cabeça fica limpa.

Tem ainda a imagem do muro, que ele usa com quem quer resolver tudo no mesmo dia. Tijolo, cimento, tijolo, cimento. Se você empilha mais tijolo antes de o cimento de baixo secar, o muro desaba. O cimento seca enquanto você dorme. Por isso o trecho que não saía de jeito nenhum hoje sai amanhã, sem você ter estudado mais.

Como dividir o tempo

Alguns combinados que o Hélio Tanomaru usa com os alunos:

O Roger, antes e depois: em cerca de 3 semanas, a mudança já aparece. Toque para ouvir.

Para quem não tem tempo

"Não tenho tempo", para o Hélio Tanomaru, é uma frase que a gente diz para aliviar a consciência. Tempo se fabrica com organização.

O primeiro passo é colocar na agenda o tempo real de cada coisa do dia, inclusive banho e deslocamento. A agenda mostra onde há espaço. O segundo é marcar o estudo como compromisso, com alarme para começar e para terminar. O de terminar evita estudar demais num dia, enjoar e sumir nos seguintes.

Ele mesmo estuda com um alarme de vinte minutos. Se o mundo precisasse dele nesses vinte minutos, não acabaria. É a licença para se concentrar. E o estudo precisa ser no horário em que você tem energia, porque estudar com atenção cansa a cabeça mais do que só tocar.

Quando nem isso cabe, dá para ouvir as aulas lavando louça ou na sala de espera, e fazer os exercícios de movimento no ar, olhando o celular. Quem está começando adulto encontra mais ideias em aprender piano depois de adulto.

Perguntas frequentes

Estudar duas horas no domingo compensa a semana sem estudar?

Não. É o pior dos dois mundos: a maior parte das duas horas rende pouco, pela curva do retorno decrescente, e até o domingo seguinte quase tudo se perdeu, pela curva do esquecimento. Quinze minutos em quatro dias valem mais.

Posso dividir o estudo em dois blocos no mesmo dia?

Pode, e para algumas coisas é até melhor. O controle fino do som, por exemplo, entra devagar: cinco a dez minutos de manhã e mais cinco à noite rendem mais do que uma hora seguida.

Quantos dias por semana, no mínimo?

No Piano Artístico, o Hélio Tanomaru pede no mínimo quatro dias de quinze minutos por semana. O ideal é todo dia, nem que sejam poucos minutos.

Estudar muito pode fazer mal?

Pode. Quem força horas no mesmo trecho reforça vício e cansa o músculo. E quem estuda com o movimento errado paga no antebraço, como ele conta em como tocar piano sem tensão. Dor forte, que continua depois de parar, pede avaliação de um médico ou fisioterapeuta.

Próximo passo

Estudar pouco e todo dia só funciona se o que se repete estiver certo. A Formação Completa reúne todos os cursos do Instituto Tanomaru, do iniciante ao avançado, com aula ao vivo toda semana. Se você não sabe em que nível entrar, o guia gratuito Seu caminho mostra por onde começar.

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