
Não espere o piano perfeito
O próprio Hélio Tanomaru sempre fez aula de piano, mas dos 7 aos 10 ou 11 anos tinha em casa um teclado simples. Foi nele que começou. O primeiro nível da formação Piano Artístico dá para fazer num teclado, e boa parte do começo é base teórica e leitura, que não dependem do instrumento.
Dá até para começar o curso antes de ter o piano. Os exercícios de movimento podem ser feitos no ar, olhando o celular ou o tablet, e funcionam quase tão bem quanto no instrumento. Quem não sabe se vai gostar pode alugar um piano por alguns meses antes de comprar, como fez um aluno da mentoria.
Teclado, piano digital e piano acústico
Os três não são a mesma coisa, e vale saber a diferença antes de decidir.
O teclado é um piano simplificado. Costuma ter recursos de acompanhamento, como a banda automática, e teclas mais leves. Serve para começar, e muita gente aprende a ler e a contar nele.
O piano digital tenta ser uma réplica do piano. A tecla responde mais parecido com a do acústico, não precisa de afinação e dá para estudar de fone à noite sem incomodar ninguém, o que para quem mora em apartamento pesa muito.
O piano acústico é o instrumento em si. Pede espaço, afinação de tempos em tempos e um lugar onde o som não vire problema com os vizinhos. Para quem vai tocar muitos anos, continua sendo a referência, mas não é condição para começar nem para evoluir nos primeiros níveis.
O que importa de verdade para a técnica
Na Técnica Tanomaru, o som sai do movimento, e não do dedo apertando. Um dos princípios de estudo que o Hélio Tanomaru ensina é o contato com o instrumento: tocar até o fundo da tecla, com o peso do braço, em vez de pisar em ovos na superfície. Para isso, quanto mais parecida com a do piano for a resposta da tecla, melhor. Um teclado de teclas muito leves dificulta sentir esse fundo e esse peso, e é aí que a troca de instrumento passa a fazer diferença.
Outra coisa que importa, e que não tem a ver com o instrumento, é o que fica em volta dele. Sentar bem e sempre no mesmo lugar, para o corpo aprender onde ficam as teclas. Um espelho ou uma câmera do lado, porque sem se ver de fora ninguém corrige o próprio movimento. Metrônomo, timer e caderno. Essas cinco ferramentas custam pouco e fazem mais diferença no resultado do que a diferença entre um digital e um acústico.
A posição da mão, que é a primeira coisa corrigida no método, vale igual nos três instrumentos. Quem quer entender por que ela decide tanto pode ler posição da mão no piano.
Como comprar sem se arrepender
O Hélio Tanomaru dá orientações simples a quem vai comprar:
- Comprar em lojas tradicionais de instrumentos ou em sites grandes.
- Nos sites, olhar as avaliações do produto e do vendedor.
- Filmar a abertura da caixa, para ter como reclamar se vier com problema.
- Aceitar que a escolha tem uma dose de gosto pessoal. Nas palavras dele, é igual carro: dois instrumentos parecidos no papel podem agradar de formas diferentes.
Ele não indica marca nem modelo em página pública, e este artigo também não. Dentro do curso de início há um material com faixas de orçamento, pensado para o aluno escolher pelo bolso.
O instrumento não substitui o estudo
Um piano melhor não corrige movimento errado. Quem toca com a mão em conchinha, forçando o dedo, vai travar e cansar num acústico caro do mesmo jeito que num teclado. E quem estuda pouco e todo dia, com espelho e metrônomo, evolui num instrumento simples.
Por isso a ordem que ele sugere é esta: comece com o que tem, estude do jeito certo, e troque de instrumento quando o seu estudo pedir, e não antes. Quem está começando adulto e não sabe por onde ir encontra o caminho em aprender piano depois de adulto, e quem quer saber o que vai tocar em cada fase, em repertório de piano clássico por nível.
Perguntas frequentes
Dá para aprender piano num teclado?
Dá para começar. O primeiro nível da formação do Instituto Tanomaru cabe num teclado, e a leitura, o ritmo e os hábitos de estudo não dependem do instrumento. Quando a técnica pedir o fundo da tecla e o peso do braço, vale trocar por um digital ou um acústico.
Piano digital vicia a mão?
Não é o digital que vicia. O que vicia é o movimento errado repetido, em qualquer instrumento. Um digital com teclas que respondem bem ao peso serve para estudar a técnica inteira do começo.
Quando devo trocar de instrumento?
Quando o seu estudo pedir. Os sinais costumam ser estes: a tecla não deixa sentir o fundo nem o peso do braço, ou o repertório já pede mais do que o instrumento entrega. Antes disso, a troca não muda o resultado.
Preciso de pedal para começar?
No começo, não. O pedal entra depois, quando as músicas pedem, e no início dá para tocar sem ele. Quando chegar a hora, um pedal simples resolve.
Próximo passo
O instrumento é a parte mais fácil de resolver. O jeito de estudar e o movimento certo são o que muda o resultado. A Formação Completa reúne todos os cursos do Instituto Tanomaru, do iniciante ao avançado, com aula ao vivo toda semana. Se você não sabe por onde começar no seu nível, o guia gratuito Seu caminho mostra a ordem dos cursos para o seu caso.
Todos os cursos do Instituto Tanomaru, do iniciante ao avançado, com aula ao vivo toda semana com o Hélio Tanomaru.
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