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Posição da mão no piano: mão em conchinha e velocidade

A mão em conchinha, com os dedos redondos como se segurassem uma bolinha, é o jeito mais comum de pôr a mão no piano. Na Técnica Tanomaru, ela é a primeira coisa a corrigir: a mão começa mais esticada e para dentro das teclas, e só curva no fundo da tecla. Essa diferença separa a mão que trava da mão que corre.

A mesma mão na técnica tradicional e na Técnica Tanomaru.
A mesma mão na técnica tradicional e na Técnica Tanomaru.

O que é a mão em conchinha

É a mão de quem segura uma maçã, uma bolinha de tênis ou uma bolinha de papel: dedos curvados, grudados nas teclas, um dedo em cima de cada tecla branca, com pouco movimento. É também o que acontece quando se relaxa o braço, deixa cair e põe a mão sobre as teclas: ela cai curvada.

Essa forma relaxada existe na Técnica Tanomaru. Só que ela é a forma da mão no fundo da tecla, e não na superfície. Quem já começa curvado em cima das teclas, nas palavras do Hélio Tanomaru, "já matou a técnica" antes de tocar a primeira nota.

Tensão e leveza: a diferença começa na posição da mão.
Tensão e leveza: a diferença começa na posição da mão.

Por que a conchinha atrapalha a velocidade

O movimento mais rápido que a mão tem no piano é fechar, como quem pega um objeto. O Hélio Tanomaru chama isso de pinça. Para esse gesto existir, a mão precisa começar mais aberta: o dedo parte de quase esticado, por volta de 170 graus, e chega ao fundo da tecla um pouco mais curvo, por volta de 140. Se a mão já começa fechada, não sobra caminho para fechar. O que sai no lugar é a garra, mais lenta e um pouco tensa, ou o dedo empurrando a tecla para baixo, que é lento, cansa e não tem velocidade.

Há mais três custos:

A mão curvada fixa ainda falha no repertório avançado. A música pede ora dedo esticado, como em Debussy e nos arpejos, ora dedo curvado, como em Bach e na escala cromática. Num estudo de Chopin é impossível voltar à mesma posição em todas as notas. E o cansaço entra na conta: a mão mais fechada serve para um som mais forte e mais seco, mas cansa rápido.

A posição que o Hélio Tanomaru ensina

A imagem que ele usa é a do louva-a-deus. Ela vem de Vincenzo Scaramuzza, um dos primeiros professores de Martha Argerich, e Daniil Trifonov coloca as mãos sobre as teclas exatamente assim. O contrário é a mão de amassar pão.

Mãos travadas e a mesma passagem com a Técnica Tanomaru.

Mão para dentro das teclas

"Coloca a mão mais para dentro" é a frase que o Hélio Tanomaru mais fala na vida. A tendência é a mão escorregar para trás, como se uma gravidade puxasse.

A medida é esta: o polegar fica perto da divisa entre a tecla preta e a tecla branca. O dedo 5 fica de 1 a 2 centímetros dentro da área das teclas pretas. Os dedos 2, 3 e 4 ficam mais ou menos no meio da área das teclas brancas, e podem passar por cima das pretas. No fundo da tecla, o dedo 5 vem no máximo até a divisa. Se vier mais para trás, não sobra espaço para os outros dedos virem para trás também.

Nessa posição, algumas notas parecem fora de alcance. É normal. As notas se alcançam com os movimentos do braço, do punho e da rotação, e não com uma postura travada. No estudo, a mão vai ainda mais para dentro do que na hora de tocar a música: acostumado com a mão para dentro, puxar para trás depois é fácil, e o contrário é difícil.

O que vem antes da mão: banco e distância

A postura é a fundação, como a de um prédio: ninguém vê, mas sem ela o prédio não sobe.

O movimento que os grandes pianistas fazem e quase não aparece na velocidade normal.
O movimento que os grandes pianistas fazem e quase não aparece na velocidade normal.

Como corrigir em casa

Postura é hábito, e só se corrige com repetição. Alguns lembretes do Hélio Tanomaru:

O Kauã, antes e depois: menos tensão, mais controle. Toque para ouvir.

Perguntas frequentes

A mão nunca pode curvar?

Pode, no fundo da tecla. O dedo chega até uns 140 graus, e fechar mais do que isso é para um som mais seco e forte. Notas próximas pedem dedos mais curvos; notas distantes, dedos mais esticados e a polpa. Na música de verdade a mão curva mais do que no estudo.

Minha mão é pequena. Esticar os dedos não piora o alcance?

Não. Na posição certa, algumas notas parecem fora de alcance, e isso é esperado. O alcance vem da rotação do antebraço, do punho e do cotovelo. Nas oitavas, o punho um pouco mais alto dá mais extensão aos dedos, sobretudo em mão pequena.

Toco na ponta ou na polpa do dedo?

Depende da tecla, e o corpo faz isso sozinho. Na tecla branca a mão recolhe um pouco e o dedo fica mais na ponta. Na tecla preta, que está mais longe, o dedo estica e fica mais na polpa. O erro é forçar a ponta na tecla preta.

Próximo passo

A posição da mão é a fundação, e os movimentos que fazem a mão correr vêm em cima dela. A Formação Completa reúne todos os cursos do Instituto Tanomaru, do iniciante ao avançado, com aula ao vivo toda semana. Se você não sabe em que nível entrar, o guia gratuito Seu caminho mostra por onde começar.

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