Grandes pianistas fazem, em plena execução, movimentos que muitos alunos foram ensinados a evitar.
Assista ao vídeo e veja o que a câmera lenta revela.
Em velocidade normal, a execução de um grande pianista parece contínua, natural e quase inexplicável. Em câmera lenta, isso muda.
As notas são as mesmas. O que muda é o caminho que a mão percorre entre elas.
Esse caminho raramente está escrito na partitura e raramente é explicado com precisão durante o estudo técnico.
Na transmissão ao vivo, os movimentos apresentados no vídeo serão analisados com mais profundidade e aplicados à técnica do piano clássico.
QUARTA-FEIRA, 07/10, ÀS 19H00
HORÁRIO DE BRASÍLIA
O link da transmissão será enviado pelo grupo oficial.
Movimentos que praticamente desaparecem quando o pianista toca em velocidade normal.
O limite pode estar menos nas notas e mais na forma como o movimento está organizado entre elas.
Formato da mão, trajetória do punho, rotações e mudanças de direção nem sempre correspondem ao que muitos alunos foram ensinados a fazer.
Quando uma passagem trava sempre no mesmo ponto, a reação habitual é estudar mais devagar, repetir mais ou tentar “relaxar”.
Mas repetição não corrige necessariamente a organização do movimento.
Repetição consolida o movimento que está sendo repetido.
Se o gesto já contém tensão, compensações ou trajetórias pouco eficientes, aumentar a repetição pode apenas tornar esse padrão mais estável.
Técnica não é apenas saber quais notas tocar. É também organizar o caminho que a mão percorre entre elas.
Há diferenças importantes entre determinadas orientações tradicionalmente ensinadas e aquilo que pode ser observado nas mãos de alguns dos grandes pianistas durante a execução.
Essa pergunta orientou a investigação desenvolvida por Hélio Tanomaru, bacharel em Piano pela Universidade de São Paulo e com estudos anteriores em Ciências Físicas e Biomoleculares na mesma universidade.
A análise do movimento em câmera lenta, combinada ao estudo de princípios de Física e Biomecânica, permitiu organizar padrões que normalmente são descritos apenas como sensação, facilidade ou talento.
Dessa investigação surgiu a Técnica Tanomaru, uma metodologia visual para observar, organizar e sistematizar o movimento pianístico.
A análise não busca imitar gestos individuais, mas observar padrões de organização que aparecem em performances de alto nível.
Estuda piano clássico e sente que sua técnica não evolui na mesma proporção do seu esforço.
Toca repertório erudito e encontra passagens que continuam travando mesmo depois de muita repetição.
Percebe tensão, rigidez ou falta de fluidez em escalas, arpejos ou passagens rápidas.
Quer entender o que grandes pianistas realmente fazem com mãos, dedos, punhos e braços durante a execução.
Quer compreender técnica para além de instruções vagas como “relaxe”, “faça menos força” ou “estude mais devagar”.
Procura uma abordagem mais visual, lógica e objetiva para organizar o movimento pianístico.
FOCO DA AULA: TÉCNICA APLICADA AO PIANO CLÁSSICO E AO REPERTÓRIO ERUDITO.
Se o foco principal é teclado, acompanhamento popular ou linguagem gospel, este encontro provavelmente não foi desenhado para esse objetivo.
A proposta não é simplesmente dizer para o pianista “relaxar mais”, mas oferecer critérios mais objetivos para observar como a mão está se movimentando.
Pianista • Pesquisador • Bacharel em Piano pela USP
A investigação que deu origem à Técnica Tanomaru começou durante a formação pianística de Hélio Tanomaru, após o desenvolvimento de tendinite e de um cisto sinovial. A necessidade de compreender por que tocar estava causando problemas à mão levou a uma investigação mais profunda sobre o movimento pianístico.
Antes do bacharelado em Piano pela Universidade de São Paulo, Hélio também estudou Ciências Físicas e Biomoleculares na USP. A partir daí, passou a observar grandes pianistas por uma perspectiva diferente: não apenas como haviam sido ensinados a tocar, mas o que suas mãos realmente faziam durante a execução.
Mais de uma década de análise do movimento, observação em câmera lenta e estudo de princípios de Física e Biomecânica levou à sistematização da Técnica Tanomaru.
Na aula ao vivo, essa análise será aprofundada com exemplos em câmera lenta e aplicações práticas ao piano clássico.
QUARTA-FEIRA, 07/10, ÀS 19H00
HORÁRIO DE BRASÍLIA
Aula voltada a pianistas e estudantes de piano clássico. O link da transmissão será enviado pelo grupo oficial.
Uma aplicação prática dos princípios de movimento trabalhados ao longo desta página.